domingo, 20 de maio de 2012

Assembleia Estadual em Diamantina.


No dia 19 de maio reunimos em Diamantina para mais uma Assembleia Estadual do Sind-UTE/MG com o objetivo de fortalecemos nossas lutas contra um governo truculento, que nos massacra e ainda se passa como do bem para a sociedade mineira e brasileira, fazendo elevados investimentos e publicidades com artistas famosos, deixando de cumprir a Constituição  federal que obriga os governadores a gastarem no mínimo 25% com a educação e 12% na saúde com o Termo de Ajuste de Gestão (TAG), ou seja, o governo admite que não cumpre a lei, o pior de tudo é o Tribunal de Contas do Estado formalizá-la.
A boa notícia que o Jurídico do Sind-UTE conseguiu uma liminar proibindo o governo de abrir novas turmas multisseriadas, como turmas de 6° e  7° anos na mesma sala e 8° e 9°anos; tem sala de aula com quase 50 alunos, imagine o caos  e as perdas irreparáveis para estes alunos que não são prioridade para o governo!
A nossa coordenadora do Sind-UTE Beatriz Cerqueira destacou a negociação com o   governo  (Reunião do Sindicato com as secretarias de Planejamento e Gestão e de Educação.) e a Assessora Técnica Liliane Resende do SINDUTE/DIEESE-MG apresentou no Conselho Geral o Estudo Técnico sobre a projeção de atendimento do         Ensino Médio Regular na rede pública estadual de Minas Gerais, deixando claro a intenção do governo de investir em cursos técnicos (Magistério) para pagar baixos salários.


Fotos de alguns momentos da assembleia.







Saída do Conselho Geral.





























 

Reunião do Sindicato com as secretarias de Planejamento e Gestão e de Educação.


POLÍTICAS DE TURMAS MULTISSERIADAS E REGRAS PARA O CESEC SERÃO REVISTAS
Aconteceu dia 17 de maio, uma nova reunião com as Secretarias de Planejamento e Gestão e de Educação. O Sindicato conseguiu modificar algumas situações como: a organização de turmas multisseriadas e a publicização de informações como o cronograma de concurso. Mas questões estruturais como salário e carreira continuam sem respostas. Por isso, a necessidade de mobilizar a categoria para realizar atividades que pressionem com a articulação de paralisações ou greve por tempo indeterminado.
Acompanhe as discussões das duas reuniões realizadas.
1. Processo de negociação
Em 26/04
A primeira questão que o Sindicato cobrou foi o estabelecimento de um processo de negociação. Foi feito um histórico desde o Termo de Acordo assinado em 29/09/11, todas as demandas apresentadas pela entidade à Secretaria e a ausência de respostas ou de negociação.  Cobramos um processo de negociação em que as questões apresentadas tenham uma solução, uma negociação.
2. Pagamento do período reposto da greve
Em 26/04
O Sindicato cobrou o correto pagamento do período de greve que foi reposto pela categoria, assim como o direito de reposição aos servidores das Superintendências Regionais de Ensino. A entidade já apresentou à Secretaria de Educação relação de escolas com problemas de pagamento e não teve resposta. Dará retorno até a próxima reunião.
Em 17/05
De acordo com a Secretaria de Educação já foi dada orientação às Superintendências para resolverem os problemas apresentados pelo sindicato. Mas não deu retorno dos problemas de pagamentos ocorridos com várias escolas.
3. Férias-prêmio
Em 26/04
O Sindicato resgatou toda a negociação feita com a Secretaria de Estado da Educação em 2011 a respeito de férias-prêmio: o compromisso de rever o limite de 20% e garantir que os servidores que estão próximos da aposentadoria não fiquem prejudicados. Mas, ao contrário do que foi negociado, o governo suspendeu a concessão de novas férias-prêmio e os servidores próximos à aposentadoria não estão conseguindo exercer este direito. De acordo com o governo, houve a suspensão porque o governo precisava “estabilizar” a folha para fazer os estudos sobre a jornada. Ainda assim permanece o problema porque em janeiro a Secretaria havia afirmado ao sindicato que esta suspensão seria apenas por alguns dias, mas já são três meses de suspensão. Questionamos a previsão de retorno, o governo não tinha mas se comprometeu em apresentá-la na próxima reunião. Quanto aos servidores próximos da aposentadoria, o “fluxo” que começa com o pedido na escola até a análise da Secretaria será revisto de modo a agilizar o procedimento.
Em 17/05
O Governo não apresentou resposta. O Sindicato novamente criticou a ausência de respostas para uma questão tão importante para a categoria e cobrou resposta. O governo assumiu o compromisso de apresentar uma proposta no dia 31/05.
4. Reposicionamento por tempo de serviço e escolaridade
Em 26/04
O Sindicato questionou os inúmeros problemas ocasionados pelo posicionamento na tabela do subsídio que não reflete a vida funcional do servidor. Há problemas relacionados ao tempo de serviço e a escolaridade.
A primeira situação apresentada pelo Sindicato foi a dos aposentados. Embora já tenham dedicado uma vida ao serviço público, muitos foram posicionados com tempo inferior ao real, o que não se justifica porque já estão aposentados.
A outra situação questionada pelo sindicato foi a situação dos servidores que têm direito a progressão e a promoção e que não foram publicadas. De acordo com o governo no início de maio serão publicadas várias promoções e progressões. O sindicato questionou o pagamento retroativo, mas o governo não soube dizer quando seria feito.
Ainda de acordo com o governo, tudo o que estiver atualizado no Sisap até 30/06 será publicado através de Resolução. Nova resolução será publicada no final de outubro. Novamente, ficou sem resposta quando será pago o retroativo.
A Seplag propôs que fosse feita uma reunião específica para tratar desta questão por sua complexidade.
O Sindicato também questionou qual a orientação para as situações em que o servidor detectou que houve erro no seu posicionamento. O governo dará retorno na próxima reunião.
Em 17/05
De acordo com a Seplag, no 5º dia útil de julho, os servidores receberão o salário já no novo posicionamento. Isso é válido para o que a Secretaria conseguir alterar no Sisap e o tempo de serviço será o que também estiver no sistema.
 O Sindicato questionou porque a vida funcional do servidor já não estava atualizada no sistema, para ocasionar tantos problemas e muitas outras questões também ficaram sem resposta.
A reunião que será realizada no dia 31/05 discutirá isso.
5. Quadro de escola
Em 26/04
O Sindicato questionou novamente a Resolução 2.018/12, cuja publicação ocorreu sem nenhum diálogo com a categoria. Discutiu a redução dos laboratórios de ciências, o limite de pessoal para os Cesecs, o conflito entre efetivo e efetivado, a redução no quadro de Assistentes Técnicos, Especialistas e Auxiliares de Serviços da Educação Básica em função da política de redução de turmas. A Secretaria de Educação não respondeu nenhum ponto e este ponto será pauta da próxima reunião.
Em 17/05
Além dos problemas já apresentados pelo sindicato na reunião realizada no dia 26/04, questionamos a Instrução Normativa 01 que estabeleceu normas para o Cesecs. A Instrução trouxe enormes prejuízos a alunos e profissionais da escola. Solicitamos que fosse revista, o que foi aceito pela Secretaria. O sindicato informou que orientará a categoria a manter o quadro no Cesec desconsiderando a Instrução até o retorno do governo.
Outra Resolução de quadro de escola precisa ser publicada, uma vez que a Resolução 2018 tem vigência até julho deste ano. De acordo com a Secretaria de Educação, a discussão sobre o quadro de escola para o segundo semestre será feita após a discussão da jornada do professor.
6. 1/3 da jornada
Em 26/04
O sindicato novamente questionou o não cumprimento da Lei Federal 11.738/08 no que se refere a jornada para estudo e planejamento do professor. De acordo com a Secretaria a previsão para apresentação dos estudos sobre esta questão é até julho.
Em 17/05
A previsão continua para julho de 2012
7. Concurso
Em 26/04
O sindicato questionou qual será a agenda do concurso público uma vez que as datas tem sido alteradas. A resposta será na próxima reunião.
Em 17/05
O Governo apresentou o seguinte cronograma:
- Até 30/05/12: Publicação, no Diário Oficial, dos resultados da prova objetiva
- Até 26/06/12: Publicação, no Diário Oficial, do julgamento de recursos contra a prova objetiva e da classificação dos candidatos (1ª etapa) pós-recurso.
- Até 25/09/12: Publicação, no Diário Oficial, da análise de títulos e da classificação dos candidatos.
- Até 26/10/12: Publicação, no Diário Oficial, do julgamento de recursos contra a análise de títulos e da classificação final dos candidatos no concurso (1ª etapa + 2ª etapa) pós-recurso.
- Até 30/10/12: Publicação, no Diário Oficial, do ato de homologação do concurso.
A perspectiva de nomeação é para o ano de 2013.
O Departamento Jurídico do sindicato verificará se os prazos propostos estão de acordo com a legislação.
8. Violência no ambiente escolar
Em 26/04
O Sindicato cobrou uma posição da Secretaria de Estado da Educação no que diz respeito aos inúmeros problemas de violência no ambiente escolar que têm acontecido em Minas Gerais. De acordo com a Secretaria, será feito um diagnóstico da situação mas o assunto será pauta de nova reunião com o sindicato.
Em 17/05
Este assunto será discutido em reunião específica, ainda não agendada.
9. Turmas multisseriadas
Em 26/04
O Sindicato questionou se a Secretaria continuaria com a política de turmas multisseriadas, mas a resposta foi que esta questão seria discutida junto com o quadro de escola.
Em 17/05
O Governo reviu a orientação de organização de turmas multisseriadas. Embora o novo ofício da Subsecretaria de Educação Básica afirme apenas que é inadequada a organização de turmas multisseriadas em zona urbana, não proibiu a sua organização.
O sindicato fará um levantamento em todo o estado e onde existir turma multisseriada, a situação será apresentada e discutida com a Secretaria de Educação.
10. Aposentadoria
Em 26/04
O Sindicato questionou a demora na publicação das aposentadorias dos servidores da educação. Relatou que há servidora que esperou por 9 anos a sua aposentadoria. A Seplag afirmou que há um projeto estruturador para modificar esta situação e será apresentado, caso o sindicato tenha interesse em acompanhar.
O Sindicato também solicitou que a mudança no Estatuto do Magistério fosse retirado do Projeto de Lei 3.99/12 em tramitação na Assembleia Legislativa. Os representantes do Governo disseram que analisariam e dariam retorno.
Em 17/05
O governo mantém a posição de retirada deste direito.
Próxima reunião: 31/05
 Fonte: http://www.sindutemg.org.br/novosite/conteudo.php?MENU=1&LISTA=detalhe&ID=3391



Sind-UTE/MG inicia campanha de outdoor no Estado
O Sind-UTE/MG iniciou, na primeira quinzena de maio deste ano, a campanha de outdoor denunciando os problemas vividos pelos/as trabalhadores/as em educação de Minas Gerais. A primeira cidade a veicular as placas foi Diamantina, que sediará a próxima assembleia estadual da categoria, dia 19/05.
Ainda neste mês, serão veiculadas peças em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Santa Luzia e Betim. A campanha atingirá todas as regiões do Estado.
Segundo o diretor de Comunicação do Sind-UTE/MG, Paulo Henrique Santos Fonseca, a campanha se faz necessária e urgente, pois é precis esclarecer a população que, ao contrário das propagandas oficiais do governo de Minas, a educação no Estado não vem sendo valorizada. “Acima de tudo, é importante envolver os mineiros na exigência de que a Constituição seja cumprida. Que o governo invista na educação e também na valorização dos educadores”, afirma.
Na mensagem veiculada, o Sind-UTE/MG denuncia o governo Anastasia por não pagar o Piso Salarial, conforme Lei Federal 11.738/08; pelo congelamento da carreira dos profissionais da educação; promoção de uma política de desrespeito e descaso para com a educação pública e por não investir o mínimo de 25% de recursos em educação como determina a Constituição Federal.





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sind-UTE MG conquista liminar que proibe organização de novas turmas multisseriadas

O Sind-UTE questionou judicialmente a organização das turmas multisseriadas através de mandado de segurança com pedido de liminar. A juiza da 2a. Vara da Fazenda Pública Estadual deferiu parcialmente o pedido do sindicato proibindo o Estado de Minas Gerais de organizar novas turmas multisseriadas. Para a juíza "diante deste quadro, vislumbra-se que o Estado tem como prioridade restringir os custos com a educação em detrimento da formação básica dos jovens inscritos em suas escolas o que, a meu aviso, é inconcebível".
Ainda, de acordo com a decisão proferida pela Juiza, "Infrigir normas básicas da educação fundamental representa um desrespeito ao chamado mínimo existencial. Isso porque o cerceamento à educação básica irá causar reflexos para toda a vida daqueles jovens ao prejudicar o desenvolvimento de suas profissões que, por sua vez, poderá reprimir, o regular acesso aos bens necessários a uma vida digna."
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Governo de Minas se reúne com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação

"Leia com cuidado! São palavras do governo!"

Durante a reunião, a segunda para analisar a pauta de reivindicações da entidade, foi apresentado o calendário do concurso público da Educação
O Governo de Minas apresentou, nesta quinta-feira (17/05), durante reunião com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), o cronograma de divulgação para as próximas etapas do concurso público para preenchimento de vagas na Secretaria de Estado de Educação. Os esclarecimentos foram feitos a pedido dos representantes da Sind-UTE/MG. Além disso, outros temas foram tratados, como a regularização das informações da vida funcional dos servidores e a organização dos quadros de escola.
O concurso oferece um total de 21.377 vagas para diversas carreiras da educação e o número de inscritos foi de 262.989. O índice de participação nas provas foi próximo aos 90%. O resultado das provas objetivas, assim como a convocação de candidatos aprovados para a apresentação de títulos, será divulgado no Diário Oficial até o dia 30 de maio.
A expectativa, de acordo com os representantes do Governo de Minas, é que os novos servidores iniciem as atividades profissionais no início do ano que vem. A prioridade será dada para a nomeação dos 13.993 novos professores, que deverão estar em sala de aula a partir do primeiro dia letivo de 2013.

Pelo Governo de Minas, participaram da reunião a subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais, Sônia Andere, o subsecretário de Gestão de Recursos Humanos, Antônio Musa de Noronha, e o assessor para Relações Institucionais, Felipe Estábile Moraes — todos da Secretaria de Educação —; a subsecretária de Gestão de Pessoas, Fernanda Siqueira Neves, e a superintendente Central de Políticas de Recursos Humanos, Maria Isabel Rolla França, pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), e pela chefe de gabinete do Escritório de Prioridades, Mônica Bernardi. Pelo Sind-UTE/MG, compareceram a coordenadora Beatriz Cerqueira, e as integrantes da Comissão de Negociação, Marilda Araújo, Feliciana Saldanha e Lecioni Pereira.
A agenda com os representantes da entidade integra cronograma de reuniões para analisar o conjunto de propostas entregues ao governo. Durante o encontro, iniciado às 16h e encerrado às 18 horas, foram abordados alguns dos itens da pauta, que conta com mais de 60 itens. A próxima reunião entre os representantes do Governo de Minas e do sindicato está marcada para o dia 31 de maio. Na oportunidade, será feita uma apresentação sobre o modelo unificado de remuneração, adotado a partir do início deste ano; esclarecidas dúvidas e avaliação dos critérios sobre a concessão de férias-prêmio; entre outros esclarecimentos.
Concurso Público
Após a divulgação dos resultados das provas objetivas, que acontecerá até o dia 30 de maio, começa a contar o prazo para que os candidatos aprovados enviem os títulos — via sedex — à Fundação Carlos Chagas, organizadora do concurso. Até o dia 26 de junho será publicada, após a análise de recursos, a classificação dos candidatos na 1ª etapa.
Após a avaliação dos títulos, deverá ser divulgado, até o dia 25 de setembro, o resultado da análise de títulos e a classificação dos candidatos. Em seguida, há o prazo legal para recurso e a previsão é que o resultado final do concurso público seja divulgado até o dia 26 de outubro deste ano. O edital de homologação será publicado até o dia 30 de outubro pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão.
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES DO CONCURSO
Prazos
Ações
Até 30/05/12
Publicação, no Diário Oficial, dos resultados da prova objetiva.
Até 26/06/12

Publicação, no Diário Oficial, do julgamento de recursos contra a prova objetiva e da classificação dos candidatos (1ª etapa) pós-recursos.
Até 25/09/12
Publicação, no Diário Oficial, da análise de títulos e da classificação dos candidatos.
Até 26/10/12

Publicação, no Diário Oficial, do julgamento de recursos contra a análise de títulos e da classificação final dos candidatos no concurso (1ª etapa + 2ª etapa) pós-recursos.
Até 30/10
Publicação, no Diário Oficial, do ato de homologação do concurso.

Outra questão tratada durante a reunião foi a situação dos quadros de escolas. Os representantes do sindicato solicitaram informações sobre este tema e apresentaram algumas dúvidas em relação à resolução 2018/2012, de 06 de janeiro de 2012. O documento estabelece as normas para a organização do quadro de pessoal nas escolas estaduais e o processo de designação.
De acordo com os representantes do Governo de Minas, a organização e regulamentação (via resolução) dos quadros de escola estão diretamente relacionadas à implementação da 1/3 da jornada de trabalho dos professores para atividades extraclasse. Atualmente, em Minas Gerais, ¼ da jornada já é dedicada às atividades extraclasse e a expectativa, segundo os representantes do Governo de Minas, é que a implementação do 1/3 comece a partir do segundo semestre deste ano.
Força-tarefa
Também foi tratada, durante a reunião, a questão sobre a regularização da vida funcional de todos os servidores da Educação, processo que é conhecido como taxação. Foi informado aos representantes do sindicato que existe grupo de trabalho, responsável por analisar e regularizar benefícios não-lançados a que os servidores têm direito. O objetivo é regularizar a vida funcional do servidor em questões como qüinqüênios, contagem de tempo de serviço, entre outros aspectos.
De acordo com os representantes do Governo de Minas, as equipes estão empenhadas para regularizar a situação funcional dos servidores, eliminando o passivo e fazendo os ajustes para o acerto do posicionamento dos servidores no novo modelo unificado de remuneração. Na Superintendência Regional de Ensino de Teófilo Otoni, por exemplo, em 90 dias foram resolvidos 13 mil casos.
E para agilizar ainda mais o trabalho de regularização da vida funcional dos servidores da Educação, será oferecido, através do Sistema de Capacitação de Servidores da Área de Pessoal, treinamento (na modalidade não-presencial) para secretários de escola e assistentes técnicos, buscando atingir 8 mil pessoas. O treinamento, em fase final de formatação, será oferecido entre 1º de agosto e 30 de novembro deste ano e vai contribuir para qualificar os servidores.
O objetivo dessa capacitação é agilizar e operacionalizar o lançamento dos dados dos servidores em suas pastas funcionais. Dessa forma, a Secretaria pretende prevenir incoerências já no ponto de saída desses dados e, assim, evitar que um determinado benefício do servidor não seja taxado devido a algum tipo de erro na organização dos dados.
Além disso, há o programa de modernização das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). Em abril, foi encerrada a primeira etapa de investimentos nas sedes de Superintendências. Entre equipamentos e serviços, que irão permitir a agilização de diversas atividades, a Secretaria investiu cerca de R$ 3,7 milhões desde o início da atual gestão.
Outra questão abordada relaciona-se à chamada “enturmação”, ou seja, a distribuição de alunos por turma. Atualmente, em 97% das escolas da rede estadual o processo foi completado. O objetivo é garantir a melhor distribuição possível dos alunos em turmas, de modo a garantir melhor aproveitamento do pessoal e o aprimoramento da qualidade de ensino, sempre em acordo com a lei 16.056/2006, que estabelece o número máximo de alunos por sala de acordo com o nível de ensino.
De acordo com a legislação, o número máximo de alunos por sala de aula na rede pública estadual de ensino será de: 25 alunos para as turmas dos ciclos inicial e complementar de alfabetização do ensino fundamental; 35 alunos por turma para os anos finais do ensino fundamental; e 40 alunos no ensino médio. Situação particular é para as turmas de educação especial: oito a 15 alunos, conforme a deficiência.
Já em relação à questão das turmas unificadas, a Secretaria de Educação informou ao Sindicato que a prática só é adotada em escolas de zona rural ou de distrito, onde o número de alunos por turmas é muito reduzido e o remanejamento desses estudantes para outras escolas é difícil. Em abril deste ano, a Secretaria distribuiu um ofício para todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) do Estado com o intuito de elucidar possíveis dúvidas sobre o processo de unificação e garantir que todas as turmas unificadas sigam as normas estabelecidas pela Secretaria. Além disso, a equipe da Superintendência de Desenvolvimento da Educação Fundamental fez um levantamento em todas as SREs para garantir que todas as turmas unificadas estejam em acordo com as normas da Secretaria.
Ficou acertado entre os representantes do Governo de Minas e do sindicato que os problemas identificados em relação à unificação de turmas deverão ser encaminhados para a Secretaria de Estado de Educação. Os técnicos da SEE vão analisar a demanda e apresentar uma resposta ao sindicato.
Pauta extensa
A pauta apresentada inicialmente pelo Sind-UTE/MG no início do processo de negociação conta com 64 itens. São 14 temas relacionados ao item “Salário e Carreira”; 15 em relação ao tema “IPSEMG (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais) e Previdência”; 11 relacionados aos temas “Gestão das Escolas e do Sistema e Vínculo Funcional”; 12 sobre “Qualidade da Educação”; seis demandas específicas sobre “Servidores das Superintendências Regionais de Ensino”; e seis outras demandas gerais.
Os representantes do Governo de Minas fizeram o agrupamento das reivindicações em três grandes eixos:  Demandas relativas ao conjunto dos servidores públicos, que serão tratadas em um fórum ampliado, com a presença de todas as entidades sindicais competentes; demandas específicas da Educação, que serão analisadas e tratadas ao longo do processo de negociação; e demandas já atendidas ou sob avaliação da Justiça.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Abertas inscrições para o Programa de Pós-graduação em educação pública - MESTRADO

Abertas inscrições para o Programa de Pós-graduação em educação pública

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Curso tem duração de dois anos e é dividido em quatro módulos
Os servidores do sistema público de educação já podem fazer suas inscrições para o Programa de Pós-graduação e Gestão de Avaliação da Educação Pública, oferecido pelo curso de Mestrado da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Um dos principais intuitos do curso, que contará, inclusive, com a cooperação de profissionais da Universidade de Havard, do EUA, é discutir a reforma da educação pública no Brasil, a partir do estabelecimento de padrões de desempenho para os diretores de ensino.
Das 120 vagas disponíveis, 30 são destinadas para os servidores da Unidade Central da Secretaria de Estado de Educação (SEE) e das Superintendências Regionais de Ensino.  O curso que tem duração de dois anos é divido em quatro módulos, de aulas à distância e presenciais, sendo indispensável que o candidato tenha disponibilidade para participar de todas as atividades. As inscrições podem ser feitas até dia 23 de maio pelo sitewww.mestrado.caedufjf.net, e a taxa de inscrição é de R$ 100,00.
Processo seletivo
O processo seletivo para o mestrado será composto de duas etapas seletivas. Tanto a prova objetiva quanto a prova dissertativa serão realizadas no dia 24 de junho. Na primeira fase, de caráter eliminatório, os candidatos farão uma prova de múltipla escolha formada de 30 questões para aferição de conhecimento e competências: leitura, análise de dados e Temas Atuais da Educação Pública. Na segunda etapa haverá avaliação de caráter classificatório, os candidatos passarão por prova de dissertação e análise de experiência profissional. As aulas terão início no dia 23 de julho e os servidores aprovados terão os encargos e despesas com hospedagem, alimentação e transporte nas fases presenciais pagas pela SEE. 
Os candidatos da SEE deverão ficar atentos a resolução no 2.095, que estipula a necessidade do interessado ser portador de cargo efetivo ou efetivado e que esteja participando da execução de projetos, programas e ações relacionados às áreas de formação do Mestrado Profissional: avaliação e planejamento, gestão e liderança, políticas e instituições e currículo e desenvolvimento profissional. Além disso, o candidato não pode ter titulação em mestrado ou doutorado.
O curso é destinado aos diretores, gestores de escola e estudantes interessados no tema, estes últimos, recrutados através de processo seletivo aberto.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mestrado em Educação em Ciências e Matemática


Mestrado em Educação em Ciências e Matemática

O IFES - Instituto Federal do Espirito Santo esta com inscrições abertas para a pós-graduação stricto sensu, em nível de Mestrado Profissional, em Educação em Ciências e Matemática. As inscrições vão até 12 de maio de 2012. 
O curso é gratuito.


Assembleia Estadual 19/05/2012


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Opção política do Governador Anastasia


Postado por Beatriz Cerqueira

O Projeto de Lei no. 3.099/12 explicita mais um desrespeito do Governo de Minas com os profissionais da educação.
De acordo com a exposição de motivos encaminhada pelo Governador Antônio Anastasia à Assembleia Legislativa, as alterações foram discutidas com os representantes dos servidores e estão de acordo com as possibilidades financeiras do Estado. O projeto propõe alterações de vencimentos básicos e regras relacionadas à carreira. Mas, quando se trata dos profissionais da educação a única alteração é a retirada de direito.
A Advocacia Geral do Estado emitiu o Parecer 14.917 analisando a aplicabilidade do artigo 152. O questionamento feito feito ao órgão era se o benefício deveria ser estendido ou não às professoras. Na oportunidade, a Advocacia se manifestou favorável a aplicação da regra de afastamento da regência também para professoras. Se esta regra estivesse em desacordo com a Emenda Constitucional 19, a Advocacia teria se manifestado pela sua adequação, o que não foi o caso porque a regra estadual não fere a Constituição Federal. Portanto, a tentativa de alteração do Estatuto do Magistério é uma opção política do Governador


Mas o projeto de lei também nos possibilita trazer ao debate a incoerência do governo. Em 2011, as Secretarias de Estado de Educação e Planejamento e Gestão argumentaram que o subsídio seria o único mecanismo para garantir que o/a professor/a recebesse o valor correspondente à gratificação de regência no momento da sua aposentadoria. Agora é possível verificar que o próprio governo é capaz de construir alternativas. No projeto de lei em debate, o governo garante não apenas a gratificação de regência como também o adicional de dedicação exclusiva  e a gratificação específica de desempenho da carreira para o cargo de professor de educação superior quando da aposentadoria.
Outra questão que merece o debate: Minas Gerais deve ser o único estado onde a lei começa a vigorar antes da sua aprovação. Antes do projeto de lei ser lido durante reunião da Assembleia Legislativa, em várias regiões do Estado, as escolas já não aceitavam o requerimento de afastamento da regência. Aliás, segurança jurídica é um princípio inexistente nas relações entre o Governo e a categoria. Nunca se sabe se o seu direito será respeitado ou suprimido, as opções feitas não correspondem a realidade no mês seguinte porque o governo simplesmente suprime o direito de escolha.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

GOVERNO NÃO TEVE RESPOSTAS


Ao final da reunião realizada com o governo estadual nessa quinta-feira (26/04), o Sind-UTE/MG avaliou que não houve retornos práticos para a categoria, apenas encaminhamentos para novas reuniões.
Foi a segunda reunião realizada com a Secretaria de Estado da Educação, sendo que a primeira contou com a participação da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. A secretária-adjunta Maria Ceres justificou problemas de saúde e não participou da audiência, sendo representada por assessores. A secretária Renata Vilhena foi representada por Fernanda Neves.
Desde dezembro de 2011, o Sindicato havia solicitado reunião com a Secretaria de Educação para discussão dos inúmeros problemas vividos pela categoria. Apenas no dia 30/01 ocorreu a reunião na qual não houve negociação de nenhuma questão e, a partir daí, os problemas nas escolas estaduais se agravaram.
O Sind-UTE/MG apresentou, além da pauta de reivindicações, muitos questionamentos de acordo com as demandas encaminhadas por filiados e subsedes. Tivemos poucas respostas. Acompanhe as questões discutidas:
01. Processo de negociação
A primeira questão que o Sindicato cobrou foi o estabelecimento de um processo de negociação. Foi feito um histórico desde o Termo de Acordo assinado em 29/09/11 com todas as demandas apresentadas pela entidade à Secretaria e a ausência de respostas ou de negociação.  Cobramos um processo de negociação em que as questões apresentadas sejam resolvidas.

02. Pagamento do período reposto da greve
O Sindicato cobrou o correto pagamento do período de greve que foi reposto pela categoria, assim como o direito de reposição aos servidores das Superintendências Regionais de Ensino. A entidade havia apresentado à Secretaria de Educação uma relação de escolas com problemas de pagamento e não obteve resposta. Informaram que o governo dará retorno até a próxima reunião.
03. Férias-prêmio
O Sind-UTE/MG resgatou toda a negociação feita com a Secretaria de Estado da Educação em 2011 a respeito de férias-prêmio: o compromisso de rever o limite de 20% e garantir aos servidores que estão próximos da aposentadoria que não fiquem prejudicados. Mas, ao contrário do que foi negociado, o governo suspendeu a concessão de novas férias-prêmio e os servidores próximos à aposentadoria não estão conseguindo exercer este direito. De acordo com o governo, houve a suspensão porque era preciso “estabilizar” a folha para fazer os estudos sobre a jornada do professor. Ainda assim, permanece o problema porque em janeiro de 2012 a Secretária de Educação havia afirmado ao Sindicato que esta suspensão seria apenas por alguns dias, mas já se passaram três meses. Questionamos a previsão de retorno, o governo não tinha resposta e se comprometeu em apresentá-la na próxima reunião. Quanto aos servidores próximos da aposentadoria, o “fluxo” que começa com o pedido na escola até a análise da Secretaria será revisto, de modo a agilizar o procedimento.
04. Reposicionamento por tempo de serviço e escolaridade
O Sindicato questionou que o posicionamento na tabela do subsídio não refletiu a vida funcional do servidor. Há problemas relacionados ao tempo de serviço e à escolaridade.
A primeira situação apresentada pelo Sindicato foi a dos aposentados. Embora já tenham dedicado uma vida ao serviço público, muitos foram posicionados com tempo inferior ao real, o que não se justifica porque já estão aposentados.
Outro questionamento feito pelo Sind-UTE/MG foi a situação dos servidores que têm direito à progressão e à promoção e que não foram publicadas. De acordo com o governo, no início de maio serão publicadas várias promoções e progressões. O Sindicato questionou o pagamento retroativo, mas o governo não soube dizer quando seria feito.
Ainda de acordo com o governo, tudo o que estiver atualizado no Sisap até 30/06 será publicado por meio de Resolução. Nova resolução será publicada no final de outubro. Novamente, ficou sem resposta quando será pago o retroativo. Por sua complexidade, a Seplag propôs que fosse feita uma reunião específica para tratar deste assunto.
O Sindicato questionou também qual a orientação para as situações em que tenha ocorrido erro no posicionamento do servidor. O governo dará retorno na próxima reunião.
05. Quadro de escola
O Sind-UTE/MG questionou novamente a Resolução 2.018/12, cuja publicação ocorreu sem nenhum diálogo com a categoria. Discutiu a redução dos laboratórios de ciências, o limite de pessoal para os Cesecs, o conflito entre efetivo e efetivado, a redução no quadro de Assistentes Técnicos, Especialistas e Auxiliares de Serviços da Educação Básica em função da política de redução de turmas. A Secretaria de Educação não respondeu nenhum ponto e esta questão como um todo será pauta da próxima reunião.
06. 1/3 da jornada
O Sindicato novamente questionou o não cumprimento da Lei Federal 11. 738/08, no que se refere à jornada para estudo e planejamento do professor. De acordo com a Secretaria, a previsão para apresentação dos estudos sobre esta questão é até julho próximo.
07. Concurso Público
O Sind-UTE/MG questionou qual será a agenda do concurso público, uma vez que as datas têm sido alteradas. A resposta será dada na próxima reunião.
08. Violência no ambiente escolar
O Sindicato cobrou uma posição da Secretaria de Estado da Educação no que diz respeito aos inúmeros problemas de violência no ambiente escolar, que têm acontecido em Minas Gerais. De acordo com a Secretaria, será feito um diagnóstico da situação, mas o assunto será pauta de nova reunião com o Sindicato.
09. Turmas multisseriadas
O Sindicato questionou se continuaria a política de turmas multisseriadas na rede estadual. De acordo com a Secretaria, esta questão será discutida junto com o quadro de escola.
10. Aposentadoria
O Sind-UTE/MG questionou a demora na publicação das aposentadorias dos servidores da educação. Relatou que uma servidora chegou a esperar por nove anos a sua aposentadoria. A Seplag afirmou que há um projeto estruturador para modificar esta situação e será apresentado à entidade, caso o Sindicato tenha interesse em acompanhar.
11. Negociação da pauta de reivindicações
O Sindicato solicitou um cronograma de reuniões para discussão da pauta de reivindicações. Resgatou que as questões já são de conhecimento do governo porque como não houve um efetivo processo de negociação nos últimos anos, por isso a pauta foi apenas atualizada. Este cronograma será definido na próxima reunião.
12. Projeto de Lei 3.090/12
O Sind-UTE/MG questionou o envio do projeto de lei 3.099/12 que traz prejuízo aos professores e professoras após 25 anos de regência e que, atualmente, têm a possibilidade de se afastarem da sala de aula até completarem a idade exigida para aposentadoria. O projeto propõe benefícios para várias categorias, mas no caso da educação, retira direito.
De acordo com o governo esta alteração é apenas uma adequação da legislação, argumento que foi contestado pelo Sindicato. O Sind-UTE MG solicitou a retirada desta alteração do projeto de lei. Os representantes do governo levarão a solicitação para debate interno e darão retorno.
Próxima reunião: 17/05
A pedido do Sindicato esta data poderá ser antecipada.